No volume final, os dois técnicos chegam empatados em gols pró e contra. O aproveitamento conta outra história — mas as circunstâncias e o calendário são culpados.
Período 1 · 11/jan → 01/marHernán Crespo
vs
Período 2 · 12/mar → 13/maiRoger Machado
14
Jogos
17
8V
Vitórias
7V
2E
Empates
4E
4D
Derrotas
6D
20
Gols Pró
20
17
Gols Contra
17
+3
Saldo
+3
61,9%
Aproveitamento*
49,0%
02 · Mando de campo
Em casa, dois leões. Fora, dois meros visitantes.
Os dois técnicos fizeram aproveitamento alto em casa e despencaram fora — a queda do Roger Machado é mais acentuada, com apenas 2 vitórias em 10 jogos como visitante.
Hernán Crespo
11 jan → 01 mar · 14 jogos
Em casa
83%
5V · 0E · 1D · 6 jogos
11 gols pró · 5 gols contra · saldo +6
Fora
46%
3V · 2E · 3D · 8 jogos
9 gols pró · 12 gols contra · saldo −3
Roger Machado
12 mar → 13 mai · 17 jogos
Em casa
76%
5V · 1E · 1D · 7 jogos
12 gols pró · 4 gols contra · saldo +8
Fora
30%
2V · 3E · 5D · 10 jogos
8 gols pró · 13 gols contra · saldo −5
A diferença é nítida: fora de casa, Crespo conseguiu 11 pontos em 24 disputados; Roger, 9 em 30. Em casa, ambos ficaram acima dos 75% — mas mesmo aqui o Roger sofreu menos gols por jogo (0,57 contra 0,83 de Crespo).
03 · A formação preferida
A escalação mais repetida
Crespo conseguiu repetir a mesma base titular duas vezes consecutivas em fevereiro — Grêmio e Bragantino, ambas vitórias. Roger ainda não repetiu uma escalação exata: o rodízio constante foi inevitável pois o treinador enfrentou mais compromissos simultâneos (Brasileiro, Sul-Americana e Copa do Brasil).
Hernán Crespo
Escalação repetida 2× · 11/02 vs Grêmio (2×0) · 21/02 vs Bragantino (2×1)
RafaelGOL
Lucas RamonLD
Alan FrancoZAG
SabinoZAG
EnzoLE
Marcos AntônioVOL
BobadillaVOL
DanielzinhoMEI
Lucas MouraMEI
LucianoATA
CalleriATA
Roger Machado
Nenhuma escalação exata repetida · Base mais frequente abaixo (formada a partir dos titulares mais escalados)
RafaelGOL · 15×
Lucas RamonLD · 10×
Alan FrancoZAG · 11×
SabinoZAG · 12×
EnzoLE · 9×
BobadillaVOL · 12×
DanielzinhoMEI · 13×
ArturPE · 10×
CaulyMEI · 10×
LucianoATA · 12×
CalleriATA · 13×
04 · Quem vestiu o tricolor
Os titulares
Os jogadores mais escalados como titular por cada técnico. Rafael (goleiro) é unanimidade. A grande mudança: a chegada de Artur, Cauly e o uso intensivo do Calleri com Roger Machado.
Hernán Crespo (14 jogos)
Rafael
14
Alan Franco
11
Marcos Antônio
10
Bobadilla
10
Sabino
9
Luciano
9
Danielzinho
9
Enzo
9
Tapia
8
Arboleda
8
Lucas Moura
8
Calleri
7
Maik
6
Pablo Maia
5
Cédric
4
Ferreira
4
Lucas Ramon
4
Lucca
3
Wendell
3
Dória
2
Ferraresi
2
Nicolas
2
Rafael Tolói
2
Alisson
1
Cauly
1
Djhordney
1
Luan
1
Negrucci
1
Roger Machado (17 jogos)
Rafael
15
Danielzinho
13
Calleri
13
Sabino
12
Bobadilla
12
Luciano
12
Alan Franco
11
Lucas Ramon
10
Cauly
10
Artur
10
Enzo
9
Marcos Antonio
8
Rafael Tolói
6
Wendell
6
André Silva
5
Dória
5
Cédric
5
Ferreira
5
Luan
3
Tapia
3
Coronel
2
Djhordney
2
Lucas Moura
2
Lucca
2
Enzo
1
Igor Felisberto
1
Maik
1
Nicolas
1
Osorio
1
Pablo Maia
1
05 · O fator físico
A enfermaria
Toda a sequência de lesões registrada na planilha ocorreu sob comando de Roger Machado. Sete casos em dois meses — e nenhum dos atletas voltou ao time titular até o jogo #31, último do recorte.
Após jogo#17
Lucas MouraFratura de duas costelas
10× titular antes 0× titular depois
Roger
Após jogo#21
Pablo MaiaFratura de nariz e face
6× titular antes 0× titular depois
Roger
Após jogo#23
Marcos AntônioLesão no reto femoral da coxa direita
18× titular antes 0× titular depois
Roger
Após jogo#28
Lucas RamonLesão na panturrilha esquerda
14× titular antes 0× titular depois
Roger
Após jogo#28
Alan FrancoLesão no adutor direito
22× titular antes 0× titular depois
Roger
Após jogo#28
Lucas MouraRuptura total do tendão de Aquiles (2ª lesão)
Já estava fora
Lesão grave, fim de temporada
Roger
Após jogo#31
LucianoDores na coxa direita (abandonou o jogo)
21× titular antes
Sem dados pós (último jogo)
Roger
Crespo usou o elenco como desejou sem lidar com sustos relacionados a lesões; Roger Machado vê 7 lesões em 17 jogos, sendo 5 delas em peças titulares concentradas após o jogo 28 contra o Bahia. O impacto direto: nenhum dos lesionados retornou ao time como titular dentro do recorte.
06 · Calendário
A qualidade dos adversários
Classificação subjetiva por porte e contexto competitivo. Crespo encarou mais clássicos paulistas e dois jogos contra o Palmeiras (incluindo semifinal); Roger pegou um calendário mais diverso — Brasileirão de ponta a ponta, mais competições continentais.
Adversários de Crespo (14)
TIER A
Palmeiras (2×, ambas derrotas: 1-3 fora, 1-2 na semifinal) · Flamengo (V 2-1 em casa) · Corinthians (E 1-1 fora)
— Tradicionais nacionais
TIER B
Grêmio (V 2-0) · Santos (V 2-0 / E 1-1) · Mirassol (D 0-3) · RB Bragantino (V 2-1) · Coritiba (V 1-0)
— Brasileirão / Paulistão A1
TIER C
Ponte Preta (V 2-1) · Portuguesa (D 2-3) · São Bernardo (V 1-0)
— Paulistão
TIER D
Primavera SAF (V 2-1)
— Paulistão (clube menor)
Adversários de Roger (17)
TIER A
Palmeiras (D 0-1) · Corinthians (D 2-3) · Internacional (E 1-1) · Atlético-MG (D 0-1) · Cruzeiro (V 4-1)
— Tradicionais nacionais
TIER B
Bahia (E 2-2) · Vasco (D 1-2) · RB Bragantino (V 2-1) · Mirassol (V 1-0) · Vitória (D 0-2)
— Brasileirão
TIER C
Chapecoense (V 2-0) · Juventude (V 1-0 / D 1-3) · Millonarios COL (E 0-0) · O'Higgins CHI (V 2-0 / E 0-0)
— Brasileirão B / Sul-Americana
TIER D
Boston River URU (V 1-0)
— Sul-Americana (clube menor)
Leitura: Crespo teve 7 jogos contra adversários considerados Tier A/B (clubes da Série A consolidados) e venceu 4. Roger teve 10 jogos contra Tier A/B e venceu apenas 3. A queda no aproveitamento contra os "grandes" é o ponto mais sensível da gestão atual — embora o calendário tenha sido objetivamente mais difícil, com jogos em sequência somando Brasileirão, Sul-Americana e Copa do Brasil.
07 · Cronologia
A temporada, jogo a jogo
31 partidas em ordem cronológica. Vermelho-claro: era Crespo. Bege: era Roger.
#
Data
Adversário
Mando
Placar
Res
01
11/01
MirassolPaulistão (1ª)
Fora
0×3
D
02
15/01
São BernardoPaulistão (2ª)
Casa
1×0
V
03
18/01
CorinthiansPaulistão (3ª)
Fora
1×1
E
04
21/01
PortuguesaPaulistão (4ª)
Casa
2×3
D
05
24/01
PalmeirasPaulistão (5ª)
Fora
1×3
D
06
28/01
FlamengoBrasileirão (1ª)
Casa
2×1
V
07
31/01
SantosPaulistão (6ª)
Casa
2×0
V
08
04/02
SantosBrasileirão (2ª)
Fora
1×1
E
09
07/02
Primavera SAFPaulistão (7ª)
Casa
2×1
V
10
11/02
GrêmioBrasileirão (3ª)
Casa
2×0
V
11
15/02
Ponte PretaPaulistão (8ª)
Fora
2×1
V
12
21/02
RB BragantinoPaulistão (QF)
Fora
2×1
V
13
25/02
CoritibaBrasileirão (4ª)
Fora
1×0
V
14
01/03
PalmeirasPaulistão (SF)
Fora
1×2
D
15
12/03
ChapecoenseBrasileirão (5ª)
Casa
2×0
V
16
15/03
RB BragantinoBrasileirão (6ª)
Fora
2×1
V
17
18/03
Atlético-MGBrasileirão (7ª)
Fora
0×1
D
18
21/03
PalmeirasBrasileirão (8ª)
Casa
0×1
D
19
01/04
InternacionalBrasileirão (9ª)
Fora
1×1
E
20
04/04
CruzeiroBrasileirão (10ª)
Casa
4×1
V
21
07/04
Boston River (URU)Sul-Americana (1ª)
Fora
1×0
V
22
11/04
VitóriaBrasileirão (11ª)
Fora
0×2
D
23
14/04
O'Higgins (CHI)Sul-Americana (2ª)
Casa
2×0
V
24
18/04
VascoBrasileirão (12ª)
Fora
1×2
D
25
21/04
JuventudeCopa do Brasil (Ida)
Casa
1×0
V
26
25/04
MirassolBrasileirão (13ª)
Casa*
1×0
V
27
28/04
Millonarios (COL)Sul-Americana (3ª)
Fora
0×0
E
28
03/05
BahiaBrasileirão (14ª)
Casa*
2×2
E
29
07/05
O'Higgins (CHI)Sul-Americana (4ª)
Fora
0×0
E
30
10/05
CorinthiansBrasileirão (15ª)
Fora
2×3
D
31
13/05
JuventudeCopa do Brasil (Volta)
Fora
1×3
D
* Mando trocado: SPFC mandante atuando em outro estádio (Brinco de Ouro / Cícero de Souza Marques).
08 · Resumo final
O que os números dizem
Nenhum técnico colocou o São Paulo em sua melhor versão até agora. Mas os contextos são diferentes — e o veredito muda de acordo com o ângulo.
A favor de Crespo
Melhor aproveitamento (61,9% × 49,0%), mais vitórias absolutas (8 × 7) com 3 jogos a menos.
Calendário pesado logo no começo do ano com cinco confrontos contra rivais paulistas; ainda assim chegou à semifinal do Paulistão.
Conseguiu repetir uma escalação e tirou bons resultados dela (2V em sequência contra Grêmio e Bragantino).
Sem lesões registradas no período. Entregou o elenco intacto para o sucessor.
A favor de Roger
Defesa mais sólida em casa: 0,57 gol sofrido/jogo, contra 0,83 do antecessor.
Mesmo saldo de gols (+3) em meio a três competições simultâneas (Brasileirão, Sul-Americana, Copa do Brasil).
Vitória mais elástica do recorte: 4×1 sobre o Cruzeiro em casa, com Ferreira marcando três vezes.
Surto de lesões fora do controle direto (incluindo a ruptura de Aquiles de Lucas Moura) corroeu o elenco em sequência.